January 24th, 2013

lovewaylie

Beija suave e faz abrir todas as pétalas desta flor

Voo silencioso do mistério do amor
Fecho os olhos para ver aonde vou

2x
Voar pelo infinito daquilo que eu sou
(Desvendar/Mergulhar) o oceano interior

2x
Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)


2x
Me leva nas águas deste rio encantador
Vale dourado do meu lindo beija-flor

2x
Voar neste azul, o sol a se pôr
Vento suave me traz o frescor

2x
Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)

2x
Beija suave e faz abrir todas as pétalas desta flor
Brilho da mata que incendia o buscador

2x
Passarinho que me encanta, canta o canto do amor
Me leva para onde você for

2x
Beija-flor me leva
Beija-flor desperta (em mim)
gisele

E da aquela vontade...

vontade de ver se vc tá online no face... de falar c vc... 

mas pra que??

pra vc mal falar comigo ser seco me contar coisas vazias e eu q q eu tenho pra te dizer?? "oi eu n paro de pensar em vc eu te amo como nunca amei ngm eu quero vc quero vc comigo pra sempre quero beijar e fazer amor e transar c vc e quero me casar c ter filhos c vc" rsrs "oi ah to pegando uns caras aí mas nenhum tapou o buraco de qdo vc me deixou"

pra eu me sentir mal depois, pra eu chorar depois, pra na melhor das hipoteses eu ficar c esperança e continuar amando vc e n esquecendo vc, nem um pco pelo menos

e num desses cochilos a tarde pós trabalho eu sonhei c voce

vc é tão real nos sonhos né, agora n lembro direito mas eu te via e ia atras de vc

que saudades de voce

mas eu tenho que continuar com pouco sucesso até o momento gnorando vc e esquecendo vc e olhando aquelas fotos e me convecendo que vc nem era tudo isso q vc é um "fofo" genérico e que eu vou encontrar outro igual vc

saudades de vc 
lovewaylie

Saudade é não querer saber, e ainda assim, doer.

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer. Martha Medeiros